A população brasileira tem se deparado
com os efeitos da crise financeira que o país enfrenta, desde a ida ao
supermercado cada vez mais cara até honrar despesas como água e luz.
Não é novidade que todos os anos a
inflação deixa os preços de tudo mais salgado, mas nos últimos tempos o
fator desemprego tem exigido novas estratégias do povo para driblar a
crise.
Algumas pessoas têm apostado na
gastronomia para acrescer as finanças e dar aquele reforço no orçamento.
A Folha Extra entrevistou alguns desses personagens que tem usado a
criatividade para faturar um extra.
A comerciária Franciele Oliveira tem
27 anos e é balconista remunerada, mas há cerca de três meses tem feito
bolos para complementar a renda. Ela conta que o lucro é satisfatório,
visto que não é sua atividade principal, mas que tem proporcionado em
seu tempo livre uma prática que também renda dinheiro.
Por sua vez a dona de casa Santa
Silva, 46 anos, passou a fazer bombons para, além de lucrar um dinheiro a
mais para a casa, ter também uma atividade que a ocupa dentro de casa –
ela ainda faz questão de destacar “a satisfação de ver os clientes
satisfeitos com seu produto”.
Com aperfeiçoamento pode-se destacar
duas pessoas. Uma delas é Adriana Roque, de 44 anos, que apostou em uma
prática saudável para enriquecer o café da manhã ou da tarde dos
fregueses: o queijo branco. Ela conta que, além de prazerosa, a
atividade lhe rende um bom lucro.
O talentoso Leonardo Bruno também é um
exemplo de superação da crise. Com 34 anos, ele tem superado o
desemprego vendendo salgadas e doces nas ruas de Wenceslau Braz. Adriana
e Bruno fizeram curso de cozinha do Senac (Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial).
Com esse esteio no orçamento o poder
de compra dessas pessoas aumenta, gerando além de renda, também um giro
comercial. A Folha Extra entrevistou o presidente da Acebraz (Associação
Comercial e Empresarial de Wenceslau Braz), José Carlos Ribeiro, acerca
desses novos comerciantes informais que vêm surgindo e sua importância
para a cidade.
“Esses comércios informais não
interferem nas vendas dos comércios formais, muito pelo contrário, o
dinheiro deles tem o mesmo valor e eles também compram e geram fluxo
financeiro” afirma.
O presidente da Acebraz tem trazido
uma nova visão para a associação desde sua posse. José Carlos vem
pregando que é necessário que haja mais ofertas e preço baixo nos
comércios para que a população seja incentivada a comprar e os
empresários possam investir mais no município e não fora da cidade.
“Daqui um mês iremos lançar uma campanha incentivando quem morar aqui a
investir aqui, para tornar o comércio mais competitivo” relatou.
Com essas medidas a equipe da
associação visa também incentivar a formalização dos comerciantes
ambulantes que tem procurado os famosos “bicos” para complementar sua
renda. A disponibilização de cursos profissionalizantes já é um passo a
ser dado pela associação, para capacitar pessoas que como Franciele,
Adriana, Leonardo e Santa, que tem buscado na criatividade soluções para
contornar a crise.
VANESSA LOPES
Fonte http://www.folhaextra.com/para-enfrentar-a-crise-e-o-desemprego-bicos-viram-aposta/

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